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Sobre Flavia Vivacqua

FLAVIA VIVACQUA - Designer Social para Sustentabilidade, Educadora e Artista - A arte foi encontro desde bem cedo. Os encontros foram se tornando arte no caminhar. Adoro uma pergunta difícil, sem me esquecer das coisas boas e simples da vida. O belo me comove e igualmente as dores do mundo. Tenho visão macro, mas me encanto pelo mínimo. Uma grande busca é encontrar o caminho para sair da dualidade contraditória que se anula. Adoro criar imagens e gosto de coloca-las no mundo, as vezes como uma performance, as vezes como uma intervenção, as vezes como uma fotografia, as vezes como um texto. No mais, sou anfitriã, jardineira e tecelã. ******************************************* Designer para Sustentabilidade, Educadora e Artista. Tornou-se consultora e facilitadora com foco em processos de co-criação, resiliência comunitária, desenvolvimento territorial regenerativo, com experiência em articulação e governança em rede social. Além da formação academica em Educação e Artes Visuais e Cênicas, formou-se em Ecologia Social da Antroposofia pelo Programa Germinar/Instituto EcoSocial; em Design para Sustentabilidade e Desenvolvimento de Assentamentos Humanos Sustentáveis pelo programa Gaia Education, onde hoje é educadora em “Arte e Transformação Social” e “Redes e Ações Colaborativas”; em PDC – Permacultura Design e Consultoria e Bio-construção, pelo Ecocentro IPEC; e também realizou o “Treinamento para Cidades em Transição” pela TransitionNetwork.org. Teve oportunidade de aprender com Diana Leafe Christian (EUA), Dominic Barter (Inglaterra/Brasil), Gernot Minke (Alemanha), Gina Price (Australia), Humberto Maturana (Chile), Ita Gabert (Alemanha), John Croft (Australia), Kathy Jourdain (EUA), Nick Osborne (Inglaterra), May East (Brasil/Escocia), Ursula Franke-Bryson (Alemanha), Toke Moeller (Dinamarca), Thomas Bryson (Alemanha / EUA), entre outros. Domina e integra diversas metodologias para Design de Processos: Diálogos e Investigação (Círculo, WorldCafé, Open Space Tecnology, Aquario, Ciclos de Feedback e Investigação Sistêmica, CNV); Co-Criação e Estrategias (Art Of Hosting, Germinar, Dragon Dreaming e Sistêmica); Governança e Gestão Compartilhada (Sociocracia). Sistematização (mapa-mental, mapeamentos, desenhos sistêmicos, facilitação gráfica); Funda e Dirige a NEXO CULTURAL Agência de Design Cultural e Sustentabilidade, para co-criação, aprendizagem, consultoria e facilitação de processos, projetos e programas multidisciplinares. Também, fundou e dirigiu a CASA NEXO CULTURAL espaço dedicado a Arte, Cultura Colaborativa e Design Social para a Sustentabilidade.​ www.nexocultural.com.br flaviavivacqua.wordpress.com

a medida da intimidade

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“Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade.” Manuel de Barros

Água Viva

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“Hoje de tarde nos encontraremos. E não te falarei sequer nisso que escrevo e que contém o que sou e que te dou de presente sem que o leias. Nunca lerás o que escrevo. E quando eu tiver anotado o meu segredo de ser -jogarei fora como se fo…sse ao mar. Escrevo-te porque não chegas a aceitar o que sou. Quando destruir minhas anotações de instantes, voltarei para o meu nada de onde tirei um tudo? Tenho que pagar o preço. O preço de quem tem um passado que só se renova com paixão no estranho presente. Quando penso no que já vivi me parece que fui deixando meus corpos pelos caminhos.” (Clarice Lispector in “Água Viva”)

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tenho adorado os titulos

sintese possivel de tudo

como a chuva

 

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ela disse que ser comparada com uma rosa vermelha tinha significado… só nunca me contou qual.

 

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na queda abismal do rio

onde há energia renovavel

o sagrado dos limites

a chave unica daquela gaveta

entregar-se e defender-se

equilibrio dinamico

a harmonia do caminho do meio

agua chuva tempestade, tsuname de mim

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agua – por pina bausch

olha nos meus olhos e assume tua presença

diz que nossos tempos se encontraram e que agora eh o momento

assume a liberdade de teu sentir

e torna continuidade teu querer

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minha liberdade está no sentir!

me responsabilizar pelo que sinto…

sentindo o sentir e seu como

demonstrando e dizendo

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nada me limita a intesidade do meu ser

amar eh delicado o bastante

e deseja

ser pleno

integridade entre o pensar, o sentir e o agir

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” Diz a sabedoria indígena que quando não cumprimos aquilo que prometemos, o fi…o de nossa ação que deveria estar concluída e amarrada em algum lugar fica solto ao nosso lado. Com o passar do tempo, os fios soltos enrolam-se em nossos pés e impedem que caminhemos livremente… ficamos amarrados às nossas próprias palavras.   Por isso os nativos tem o costume de: “por-as-palavras-a-andar” que significa agir de acordo com o que se fala; isso conduz à integridade entre o pensar, o sentir e o agir no mundo e nos conduz ao Caminho da Beleza onde há harmonia e prosperidade naturais.”   Sabedoria indígena