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a morte que nos acompanha é a vida que nos acontece

a morte que nos acompanha é a vida que nos acontece

La Santa Muerte
por http://freddy3617.blogspot.com/2011/01/la-fe-en-la-santa-muerte.html

 

Faz algum tempo,

Conheci a morte negra

Então quis sair do meu corpo

Ela me transformou de tal maneira

Que me fortaleci em mim

Enquanto algo muito profundo morria

 

Recentemente encontrei a morte rosa

Então meu corpo doía

e quase enlouqueci

Ela me jogou de tal forma para a realidade

Que me resgatou algo que não me lembrava existir

 

Do que pode ser dito

A morte que nos acompanha

É a vida que nos acontece!

não, não é consaço…

não, não é consaço…
Dormiente III por Domenico Gnoli
 
Não, não é cansaço…
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
E um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo…
Não, cansaço não é…
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como…
Sim, ou por sofrer como…
Isso mesmo, como…
Como quê?…
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
 
Porque ouço, vejo.
Confesso: é cansaço!…

 

por Alvaro de Campos

a morte do romantico e o penhasco

a morte do romantico e o penhasco

Chapada dos Guimaraes – foto por Flavia Vivacqua

 

é necessário que o romântico morra

então vou até o penhasco despedir-me dele e volto já livre …

 

escrito poético 39/2011, por Euler Sandevile

o que posso te mostrar daqui?

o que posso te mostrar daqui?

sabedoria como a compreensão conciliadora das contradições

conciliação harmonica

harmonia entendida como equilibrio dinamico

entre ritmos e ciclos

(natureza?)

***

a menina segura uma ponta da corda e o menino a outra ponta.

distantes, ela balança sua ponta quando sente ressonancia,

ele responde balançando a corda em sua mão.

e seguindo como numa conversa silenciosa

novamente o balanço…

mergulho

mergulho

desenho por Leila Monsegur

Para nadar no oceano preciso, antes de tudo, ultrapassar a zona de arrebentação.  Ondas grandes e pequenas vêm ao meu encontro, criando resistência no avançar. Situações tensas, pensamentos negativos e relacionamentos competitivos vêm para reduzir minha força e coragem. Mas com bravura, amor e lucidez sou capaz de vencer a zona de conflito e chegar às águas tranquilas para o mergulho desejado. E lá no fundo do oceano encontro, uma a uma, as pérolas preciosas: as virtudes que me tornam singular.

por Rosana Rossi

O sagrado dos limites

O sagrado dos limites

Travessia Agua – performance Flavia Vivacqua – 2008

 

na queda abismal do rio

onde há energia renovavel

o sagrado dos limites

a chave unica daquela gaveta

entregar-se e defender-se

equilibro dinamico

a harmonia do caminho do meio

ACORDADORMEACORDADORMEACORDADORMEACORDADORME

ACORDADORMEACORDADORMEACORDADORMEACORDADORME

foto por Flavia Vivacqua, heitor penteado maio 2010

 

SONHO, UM GOLE DE REALIDADE

°°°

O AMOR E A MORTE MUITO PERTO

CONSCIENCIA DOS LIMITES

°°°

CONSERVAÇÃO E MUDANÇA

°°°

A FORTALEZA E A FRAGILIDADE DA CONFIANÇA

°°°

SOBRE A CORAGEM DE TER LIBERDADE

E SOBRE A CORAGEM DE NÃO TE-LA

do novo começo

do novo começo

depois de alguns anos de seca,

(r)entorno gole d’agua!

são palavras, fragmentos, passagens, pensamentos, insight, sonhos, imagens.

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